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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, negou neste domingo (30) que o governo esteja negociando cargos ou emendas com o Senado para viabilizar a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgar uma nota afirmando que setores do Executivo tentam associar divergências entre os Poderes a supostos acordos fisiológicos.
Em sua manifestação, Alcolumbre disse considerar ofensivas as insinuações sobre troca de apoio por cargos e apontou tentativa de interferência do governo no cronograma de análise da indicação de Messias. O senador também criticou o fato de o Planalto ainda não ter enviado a mensagem formal ao Congresso comunicando a escolha do advogado-geral da União — etapa necessária para que a sabatina, marcada para 10 de dezembro, ocorra.
Horas depois, Gleisi fez um aceno público ao presidente do Senado e tentou distensionar a crise. Nas redes sociais, afirmou que o governo tem “o mais alto respeito” por Alcolumbre e rejeitou qualquer hipótese de negociações de bastidor. “Jamais consideraríamos rebaixar a relação institucional a qualquer espécie de fisiologismo”, escreveu. A ministra destacou ainda que indicações anteriores ao STF, ao Ministério Público e a órgãos reguladores sempre tramitaram com “transparência e lealdade”.
A tensão ocorre em meio à insatisfação de Alcolumbre com a escolha de Lula para a vaga aberta no Supremo. O senador defendia o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas o Planalto optou por Messias. Desde então, o clima político se deteriorou, e o governo passou a buscar gestos de aproximação com as lideranças das duas Casas, incluindo elogios públicos feitos por Gleisi e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a cerimônia de sanção da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Aliados admitem que a resistência a Messias é significativa e que o atraso no envio da mensagem presidencial faz parte da estratégia do governo para evitar uma derrota. Segundo o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), se o documento não chegar a tempo, a votação poderá ficar para 2026, já que o recesso parlamentar começa em 18 de dezembro. “Não existe possibilidade de votar sem a mensagem presidencial”, afirmou.
Enquanto isso, Messias segue em articulações com senadores para reunir votos, num cenário marcado por desconfianças e por uma disputa que expôs a fragilidade da relação entre Planalto e Congresso às vésperas de uma das votações mais sensíveis do ano.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Fonte: Jovem Pan Read More





