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30/11/2025
O Ministério do Interior do governo do Hamas na Faixa de Gaza denunciou neste domingo (30) que Israel já violou o acordo de cessar-fogo em 591 ocasiões desde que entrou em vigor, em 10 de outubro. “Nos 50 dias após a entrada em vigor do cessar-fogo, a ocupação israelense cometeu 591 violações, resultando em 357 mortos e 903 feridos”, indica um comunicado do grupo terrorista. O Ministério do Interior afirma que Israel também deteve 38 pessoas neste território palestino até a noite de 29 de novembro.
As violações contabilizadas pelo Hamas incluem 164 ocasiões em que as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) abriram fogo contra “civis, residências, bairros residenciais e tendas de deslocados”; 25 incursões de veículos militares em zonas residenciais e agrícolas além da linha amarela; 280 bombardeios “terrestres, aéreos e de artilharia”; e 118 demolições de residências e infraestruturas civis.
“Este crime sistemático visa expandir a destruição e punir coletivamente a população, o que constitui uma grave violação das Convenções de Genebra”, acrescentou.
Por sua vez, o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza denunciou neste domingo a escassez de medicamentos em Gaza, apesar da trégua, enquanto Israel continua controlando o acesso da ajuda humanitária ao enclave.
A escassez de medicamentos oftalmológicos especializados agravou o sofrimento dos pacientes com doenças agudas e crônicas. Cerca de 4.000 pacientes com glaucoma correm o risco de perder a visão devido à falta de tratamento e às opções cirúrgicas limitadas”, alertou o Ministério da Saúde, que apelou às “partes interessadas” para que permitam o acesso aos recursos necessários.
Israel, por sua vez, denuncia que o Hamas viola o acordo com acessos pontuais de grupos armados além da linha amarela, a demarcação imaginária para a qual as tropas israelenses se retiraram no início da trégua e após a qual todo o perímetro (mais de 50% de Gaza) continua sob controle militar de Israel.
Além disso, as autoridades israelenses acusam os islâmicos de Gaza de adiar a devolução dos corpos dos reféns que ainda permanecem no enclave. Permanecem no enclave os corpos de dois reféns: um militar israelense e um tailandês que trabalhava na agricultura nas comunidades fronteiriças com a Faixa de Gaza.
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse neste domingo à emissora catariana “Al Jazeraa” que a busca pelos corpos realizada pelas milícias reflete o compromisso da organização com o acordo. “Israel está atrasando o início da segunda fase (do cessar-fogo). Apelamos aos mediadores para que pressionem Israel a cumprir suas obrigações, abrir a passagem fronteiriça de Rafah e passar para a segunda fase”, disse Qassem.
*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert
Fonte: Noticias ao Minuto Read More





