
Neymar entra na pré-lista do Ancelloti para a próxima convocação
09/03/2026
Uber libera recurso que permite viagens com motoristas mulheres
09/03/2026

Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos indiciados em caso de estupro coletivo contra adolescente, entregou-se à polícia na quarta-feira (4). Ao se apresentar na 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, o suspeito chegou ao local vestido com uma blusa, na qual estava escrita a frase: “Regret Nothing” (“Não me arrependo de nada”, em tradução livre).
Depois de imagens da chegada de Simonin à DP serem divulgadas, internautas associaram a frase ao discurso do influenciador Andrew Tate. O empresário se autodenomina misógino. Segundo definição do Oxford Languages, é aquele que nutre ódio ou aversão às mulheres.
Para quem não percebeu:
Na camiseta dele está escrito “REGRET NOTHING.”
Em português: “NÃO SE ARREPENDA DE NADA.”
Ele vestiu essa camiseta com a frase ao se entregar à polícia, acusado de estupro coletivo.
Essa expressão é usada em círculos misóginos da internet que incentivam… pic.twitter.com/RF7LCUYqNB— Alice (@Alice_inland13) March 8, 2026
Andrew Tate foi campeão de kickboxing quatro vezes. O influenciador ganhou visibilidade em 2016 com participação na versão britânica do reality show Big Brother. Ele foi expulso do programa depois de um vídeo no qual ele aparecia agredindo uma mulher ser divulgado. O empresário detém uma conta no X (ex-Twitter) com 11 milhões de seguidores. Seus perfis em outras plataformas foram banidos por violar políticas contra discurso de ódio. Além disso, ele é réu na Romênia por estupro, tráfico humano e exploração sexual.
Estupro coletivo em Copacabana
Segundo as investigações, uma adolescente de 17 anos foi atraída por um colega da escola (também menor de idade) a um apartamento em Copacabana em 31 de janeiro deste ano. Ao chegar ao local, a jovem percebeu a presença de quatro homens. Ela se recusou a se envolver com eles, mas foi trancada em um quarto.
Nesse local, de acordo com as autoridades, os suspeitos forçaram a adolescente a ter relações sexuais e a submeteram a graves violências física e psicológica. A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou e indiciou cinco pessoas:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos;
- João Gabriel Xavier Berthô, 19 anos;
- Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos;
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos;
- Um adolescente cuja identidade não foi divulgada.
A Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra os envolvidos. No sábado (28), a polícia tentou cumprir a ordem judicial, mas não localizou os suspeitos. João Gabriel e Matteus se entregaram na terça-feira (3), enquanto Bruno e Vitor se apresentaram à DP na quarta-feira (4).
A vítima, o adolescente envolvido e Vitor Hugo Oliveira Simonin são estudantes do Colégio Pedro II. Em nota, a instituição de ensino informou que abriu processo administrativo para expulsar os alunos indiciados e acolheu a jovem e sua família.
Bruno é estudante da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A instituição comunicou, em nota, que o suspeito foi suspenso preventivamente por 120 dias.
João Gabriel era jogador do Serrano FC. Por meio de nota compartilhada em suas redes sociais, o clube anunciou o afastamento imediato do atleta e a suspensão do contrato.
Novas denúncias
Na terça-feira (3), a Polícia Civil recebeu denúncias de duas adolescentes que declaram ter sido violentadas pelos mesmos suspeitos. De acordo com o delegado Ângelo Lages, da 12ª Delegacia de Polícia, de Copacabana, os casos ocorreram em outubro de 2023 e em outubro de 2025 e estão sob investigação.
Lages informou que a vítima de 2023 tinha 14 anos à época. Ela tinha um relacionamento com o mesmo adolescente envolvido no caso de Copacabana e foi atraída por ele para um apartamento no bairro do Maracanã. No imóvel, estavam Mattheus Veríssimo Zoel Martins e outro rapaz chamado Gabriel.
“Um relato exatamente igual ao da vítima atual”, declarou o delegado que está à frente das investigações.
A vítima de 2025, segundo Larges, relatou ter sido estuprada durante uma festa estudantil. Ela é aluna do Colégio Pedro II, onde os suspeitos estudam. A jovem disse que foi violentada por Vitor Hugo Oliveira Simonim, filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa José Carlos Costa Simonim, que foi exonerado após o episódio de Copacabana ser noticiado.
*Com informações de Agência Brasil e Estadão Conteúdo
Fonte: Noticias ao Minuto Read More




