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A Justiça italiana ainda não anunciou a decisão sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada no Brasil. O caso ganhou novos desdobramentos depois que um documento relacionado ao processo foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira. As informações foram publicadas originalmente no site MDnews.
O envio ocorreu após uma audiência considerada decisiva realizada na Corte de Apelação de Roma, responsável por analisar o pedido apresentado pelo governo brasileiro.
Durante a sessão, o tribunal encerrou a fase de debates do processo de extradição de Carla Zambelli e informou que o colegiado de juízes teria até cinco dias úteis para apresentar um parecer. Esse prazo, porém, terminou sem que a decisão fosse anunciada.
A audiência aconteceu no dia 11 de fevereiro e foi concluída no dia seguinte, após manifestações do Ministério Público italiano, dos advogados da defesa e de representantes ligados ao pedido de extradição apresentado pelo Brasil.
Durante a sessão, a acusação chegou a questionar a legitimidade da cidadania italiana de Zambelli, classificando o reconhecimento do documento como uma possível “cidadania de fachada”.
A defesa contestou o argumento e sustentou que a ex-deputada tem direito à proteção da legislação italiana por possuir cidadania reconhecida pelo princípio do jus sanguinis, que garante nacionalidade a descendentes de italianos.
Após o encerramento da audiência, um documento foi encaminhado às autoridades brasileiras e chegou ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator de processos relacionados à ex-parlamentar no STF. O conteúdo ainda não foi divulgado oficialmente.
Especialistas apontam duas possibilidades principais:
• o documento pode trazer informações preliminares sobre a decisão da Justiça italiana;
• ou o tribunal pode estar solicitando novas garantias ao governo brasileiro antes de decidir sobre a extradição.
Em processos desse tipo, a Justiça italiana costuma pedir detalhes sobre condições de custódia, presídio onde o extraditado cumpriria pena e regras do sistema penitenciário.
A demora causa incômodo jurídico à defesa da parlamentar, que está presa na Itália desde julho de 2025.
Governo brasileiro acompanha processo
O pedido de extradição de Carla Zambelli é acompanhado pelo governo brasileiro por meio de equipes jurídicas e diplomáticas.
Um dos escritórios que atua na Itália em apoio ao pedido é o Michele Gentiloni Silveri, contratado para representar os interesses da Advocacia-Geral da União (AGU) no acompanhamento jurídico do processo perante as autoridades italianas.
Condenações no Brasil
Carla Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos:
• 10 anos de prisão pelo envolvimento na invasão e manipulação de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
• 5 anos e 3 meses de prisão por perseguir um homem armada no centro de São Paulo, em episódio ocorrido em outubro de 2022, com condenação já transitada em julgado.
O que acontece agora?
A decisão final da Justiça italiana deverá definir se a ex-deputada será extraditada para o Brasil ou se permanecerá no país europeu enquanto novos recursos forem analisados.
O caso segue em análise na Corte de Apelação de Roma, e a decisão pode ser divulgada a qualquer momento.
*correspondente MDnews na Itália
Fonte: Jovem Pan Read More


