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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou nesta quinta-feira (12) que será candidata ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante evento em Mato Grosso do Sul, estado onde iniciou sua carreira política.
Segundo ela, a decisão ocorreu após conversas com o presidente Lula (PT) e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que a incentivaram a disputar a vaga pelo maior colégio eleitoral do país.
Tebet afirmou que aceitou ao pedido depois de refletir sobre o cenário político e receber o aval da família. “Depois de explicar a situação para a minha mãe, e isso aconteceu ontem, eu decidi cumprir a missão”, disse.
A ministra afirmou que teve forte votação em São Paulo quando disputou a Presidência da República – em 2022 – e disse ter uma relação próxima com o estado, onde fez mestrado e onde vivem suas filhas.
Para disputar o cargo, Tebet terá de transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral – até 6 de maio -. A trajetória política dela foi construída em Mato Grosso do Sul, onde já foi prefeita (na cidade de Três Lagoas, em 2004), deputada estadual (2002), vice-governadora (2010) e senadora (2014).
Ela também anunciou que deve deixar o Ministério do Planejamento até o fim de março para cumprir o prazo de saída exigido para ministros que pretendem disputar eleições.
Tebet disse que a candidatura faz parte de um projeto político diante do cenário de polarização no país. “Política é missão. Vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que entendo muito importante para o Brasil”, declarou.
Conversa com PSB
A Jovem Pan noticiou no último dia 4 que Tebet mantém conversas com o PSB, partido comandado nacionalmente por João Campos. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a ministra avalia deixar o MDB em meio às articulações para as eleições de 2026. O atual partido de Tebet apoia a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Apesar dos rumores, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou à reportagem que, por enquanto, Simone Tebet permanece filiada ao partido e que não há nada oficial ainda. A declaração, no entanto, não afasta as especulações sobre uma possível mudança de legenda, diante do avanço das conversas com o PSB.
Caso a saída do MDB se confirme, aliados avaliam que o movimento pode fortalecer a construção de uma chapa majoritária em São Paulo envolvendo o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como principal aposta do campo governista para enfrentar Tarcísio em São Paulo.
Presidente nacional do MDB, Baleia Rossi
Partido de Tebet contra Lula
O colunista da Jovem Pan Bruno Pinheiro informou, no último dia 3, que o atual partido de Tebet, o MDB, formalizou sua resistência à aproximação com o governo Lula. Em um movimento articulado por lideranças de pelo menos 16 estados, o partido entregou ao presidente da sigla, deputado Baleia Rossi, um manifesto pedindo neutralidade na disputa presidencial de 2026 e repudiando qualquer aliança com o PT.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC), um dos signatários do documento, foi categórico: “O MDB não estará com Lula na eleição desse ano. Acabamos de entregar ao presidente nacional do nosso partido, Baleia Rossi, um documento assinado por 16 presidentes estaduais do MDB, de estados populosos e fortes economicamente, repudiando qualquer conversa que sinalize uma aproximação com o PT.”
Pezenti destacou que o movimento vai além dos diretórios estaduais. Segundo ele, também assinaram o documento o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o presidente da Fundação Ulisses Guimarães, Alceu Moreira, e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Mello — nomes de peso que ampliam a pressão interna sobre a direção nacional do partido.
Fonte: Jovem Pan Read More




