A partir de 2026, escolas da rede estadual de São Paulo terão equipes gestoras proporcionais ao número de alunos matriculados. A medida, anunciada pela Secretaria da Educação (Seduc-SP), busca adequar a estrutura administrativa ao porte de cada unidade e melhorar a organização escolar e o acompanhamento pedagógico.
Pelo novo modelo, todas as escolas terão um conjunto mínimo de profissionais: diretor, coordenador pedagógico (CGP), gerente de organização escolar (GOE) e agente de organização escolar (AOE). Acima de 200 alunos, começam a ser acrescentados novos cargos. Entre 201 e 500 estudantes, as unidades receberão um vice-diretor e de um a três novos agentes de organização.
A partir de 501 matrículas, o reforço aumenta de forma progressiva. Em escolas com mais de 1.500 alunos, o número de profissionais na gestão poderá chegar ao triplo do atual. As regras detalhadas ainda serão definidas em resolução.
Segundo a Seduc-SP, a expansão atende a uma demanda de diretores e regionais de ensino, que relatam maior complexidade na condução de unidades com grande número de estudantes e docentes. A pasta afirma que a redistribuição pretende tornar a gestão mais equilibrada e adequada à realidade de cada escola.
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O pacote prevê também mudanças no papel dos coordenadores de gestão pedagógica por área de conhecimento (CGPAC). A função será substituída pelo professor articulador por área de conhecimento (PAAC), cuja carga horária será definida conforme o número de docentes da unidade — podendo chegar a seis profissionais em escolas de maior porte. A vaga será aberta a qualquer professor com aulas atribuídas, e não apenas a docentes efetivos, como ocorre hoje.