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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou nesta sexta-feira (30) o que classificou como uma tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “sufocar” a economia cubana por meio da imposição de novas tarifas.
Em publicação na rede social X, Díaz-Canel afirmou que, “sob um pretexto falso e sem fundamento”, Trump pretende prejudicar a economia da ilha ao ameaçar taxar países que mantêm comércio de petróleo com Cuba.
Segundo o líder cubano, a medida busca restringir de forma indireta o acesso do país a recursos energéticos essenciais.
Na quinta-feira (29), Trump assinou uma ordem executiva que prevê a aplicação de tarifas adicionais a nações que vendam petróleo a Cuba, ampliando a pressão econômica sobre o governo comunista. A iniciativa se soma a outras sanções adotadas por Washington nos últimos anos e reacende tensões diplomáticas entre os dois países.
Como a Jovem Pan News mostrou, Cuba pode ser o novo alvo de Trump após o ataque a Venezuela.
O principal eixo da nova política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.
Na prática, os Estados Unidos passam a poder:
- Declarar emergência nacional com base na relação de Cuba com potências e grupos considerados hostis;
- Aplicar tarifas adicionais (impostos de importação) sobre produtos vindos de países que vendam petróleo a Cuba;
- Penalizar inclusive fornecimentos indiretos, feitos por meio de intermediários ou terceiros;
- Ajustar, ampliar ou suspender as medidas conforme o comportamento de Cuba ou dos países afetados.
A decisão final sobre quando e quanto tarifar caberá ao presidente, com base em recomendações dos Departamentos de Comércio, Estado, Tesouro e Segurança Interna.
Por que o petróleo é o foco?
Cuba é fortemente dependente de importações de petróleo para manter:
- transporte,
- geração de energia,
- indústria,
- serviços básicos.
Ao mirar o fornecimento de petróleo, os EUA buscam asfixiar economicamente o governo cubano, aumentar o custo político para países que mantêm relações energéticas com Havana, forçar um realinhamento diplomático regional.
Diferentemente de sanções tradicionais, essa estratégia não pune apenas Cuba, mas cria um efeito cascata sobre terceiros.
Países que podem ser afetados
Com base nas atuais relações políticas e energéticas, os principais países potencialmente impactados incluem:
- Venezuela
- Rússia
- China
- Irã
*AFP
Fonte: Noticias ao Minuto Read More





