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O tenente-coronel Geraldo Neto afirmou que a filha da soldado Gisele Alves Santana pode ter sido a responsável pelas marcas encontradas no corpo da policial militar. A vítima morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça, e o oficial negou envolvimento no caso. A declaração foi concedida ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, em entrevista veiculada no domingo (15).
O caso ocorreu no dia 18 de fevereiro em um apartamento no Brás, região central de São Paulo, e teve o registro inicial de suicídio. No entanto, a Justiça determinou que a Polícia Civil investigue a morte sob a tipificação de feminicídio. A mudança na condução do inquérito aconteceu após os parentes da soldado relatarem um histórico de violência doméstica. A exumação do cadáver da vítima apontou lesões na face e no pescoço, além de revelar sinais de pressão e escoriações provocadas por unhas.
O marido negou a hipótese de estrangulamento ou agressão física. Ele disse que a filha de Gisele pode ter sido a autora das lesões, justificando que a menina tinha o costume de se pendurar na policial. “Marcas que, provavelmente, foi a filha quem fez, agarrada no pescoço da mãe, que nem uma macaquinha que andava com a mãe grudada quando se cansava”, detalhou o oficial.
Suposta relação abusiva
Durante a explicação sobre o convívio do casal, o militar negou a existência de uma relação abusiva, de traições ou de proibições quanto ao uso de maquiagens e roupas por parte da esposa. Segundo ele, “tudo isso é uma narrativa mentirosa que estão construindo”. O tenente-coronel relatou que os dois dormiam em quartos separados desde julho do ano passado porque o relacionamento foi prejudicado por denúncias anônimas feitas contra ele na Corregedoria.
O oficial afirmou que as denúncias de assédio a militares eram uma retaliação de subordinados devido à sua cobrança por trabalho, destacando que “todas as denúncias foram apuradas e arquivadas”.
Sobre o fim do casamento, ele informou que tentou oficializar o término três vezes nos meses de setembro, outubro e novembro. “Essas datas foram marcadas no cartório, e a Gisele não foi. Ela não queria se separar”, afirmou.
Dia da ocorrência
Questionado sobre a manhã da morte da policial, o entrevistado explicou que entrou no quarto e comunicou a decisão de separação. A reação da soldada, de acordo com ele, foi empurrá-lo para fora do cômodo e bater a porta com força. O tenente-coronel disse que entrou no banho e, logo em seguida, escutou o disparo. “Eu ouvi o barulho, abri o box, abri a porta, vi ela caída no chão”, descreveu. Ele acrescentou que deixou a porta do apartamento aberta para garantir a transparência do cenário caso algum vizinho saísse no corredor.
De acordo com a reportagem, uma vizinha do casal relatou um intervalo de 29 minutos entre o barulho do tiro – 7h28 – e a ligação para o resgate – 7h57 -. O militar contestou essa informação: “Esses 29 minutos nunca existiram. Ela estava equivocada”. Ele disse que acionou a emergência “no máximo em 10 a 20 segundos após ouvir os disparos”. Em relação aos relatos de que Giselle gritava com frequência no apartamento, ele confirmou as discussões por ciúmes, mas pontuou que Gisele “não gritava por socorro”, e sim porque “se exaltava e me ofendia”.
Tenente-coronel contesta vídeo
Vídeo do tenente-coronel com uma arma apontada para a cabeça
O inquérito também apura um vídeo em que o tenente-coronel aparece com uma arma apontada para a própria cabeça e a ligação feita por ele a um desembargador logo após a morte da esposa. Sobre o vídeo, ele disse que foi feito por Inteligência Artificial. “Sou eu, mas eu não tô com arma e não tô chorando. Jamais teria uma arma na cabeça. Isso foi colocado através de inteligência artificial”, justificou.
Quanto ao telefonema a um desembargador após o ocorrido, o tenente-coronel esclareceu que o oficial de Justiça é seu melhor amigo e que a chamada não teve o objetivo de buscar orientações jurídicas para encobrir um crime.
Fonte: Noticias ao Minuto Read More





