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Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria aconselhado uma saída gradual do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, do cargo. No entanto, o ministro afirmou a auxiliares que não pretende renunciar. As informações foram publicadas pelo O Globo e confirmadas pela Jovem Pan.
Lula teria aconselhado Toffoli a se afastar do STF até uma eventual renúncia. A avaliação seria a de reduzir a exposição do tribunal e de lideranças políticas em meio ao cenário atual.
Em caso de uma possível saída, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já estaria em negociações para indicar Rodrigo Pacheco como substituto para a vaga.
Apesar das movimentações, Toffoli sinalizou que pretende permanecer no cargo e não considera a possibilidade de renúncia neste momento.
Toffoli foi indicado ao cargo por Lula em seu segundo mandato. Em tese, o ministro pode atuar no Supremo até 2042, quando completa 75 anos, idade em que será obrigado a se aposentar.
Entenda o caso
O ministro Toffoli se declarou suspeito sobre as acusações referente ao seu envolvimento no Banco Master, do qual era relator. A declaração veio no mesmo dia em que o ministro foi escolhido para ser o responsável por julgar o mandado de segurança que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação do Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília).
No dia 12 de fevereiro o ministro tinha deixado a relatoria do caso depois de a Polícia Federal (PF) enviar ao presidente da Corte, Edson Fachin, relatório sobre a perícia feita no celular do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
Como mostrou a Jovem Pan, Toffoli havia argumentado com os colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e acabou cedendo. A avaliação dos integrantes da Corte foi de que a atuação do magistrado no processo do Banco Master tem causado um desgaste desnecessário ao Supremo.
A PF informou ter encontrado diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro. Por esse motivo, a entidade pediu ao presidente do STF a arguição de suspeição do ministro.
Segundo o relatório da PF, Vorcaro e o seu cunhado Fabiano Zettel trocaram mensagens em que discutiam pagamentos à Maridt Participações. Toffoli e seus dois irmãos são sócios da empresa.
O gabinete de Toffoli chegou a emitir uma nova nota sobre o vínculo do ministro com a Maridt Participações e supostas ligações com Vorcaro. No comunicado, o magistrado negou ter “qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro. Ele também disse que “jamais recebeu qualquer valor” do banqueiro ou de Zettel.
Fonte: Jovem Pan Read More





