A água e a incompetência de nossos governantes.

 

A escassez da água vem sendo alertado há muitos anos por diversos cientistas membros do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, como também  do Hadley Centre for Climate Research and Prediction do Reino Unido.

Na Cordilheira do Himalaia a redução de nascentes de água potável  é bastante significativa, como também na Cordilheira dos Andes. O gelo da Patagônia ,as geleiras da  Groelândia, vem diminuindo a cada ano.

A bacia amazônica vem sofrendo há anos, redução no seu  volume de água. Nossos rios secam a cada ano.

O aquecimento global tem interferido nas estações do clima, pouca chuva em determinado período de tempo, muita chuva em menores espaços de tempo, como também nos oceanos, com o aumento da temperatura das correntes marinhas, contribuindo assim para a formação de diversos efeitos climáticos violentos, ou seja, furações, tufões e ciclones.

A desertificação aumenta no planeta, vasta extensões de terra se tornam improdutivas, onde mais nada se planta. A Floresta amazônica continua sendo destruída, desmatamento este  que já corresponde ao tamanho da Holanda e Bélgica juntos.

Vários órgãos não governamentais, como por exemplo, o Greenpeace vem alertando sobre a falta do elemento básico da sobrevivência humana, a água.

Fico surpreso com a lentidão nas ações de nossos gestores (Governo Federal, Estadual  e Municipal) de não terem tomado medidas preventivas e efetivas  durante esses anos  todos.

Não basta o discurso de gabinete para conscientização do problema, as leis existentes que tratam do desperdício de água também deveriam ser aplicadas com rigor.

Reservatórios de água aqui no Estado, já deveriam ter sido construídos, como os existentes em São Paulo, elaboração de  lei específica também, para construção de novas edificações, obrigando a  contemplar no projeto, reservatório de aproveitamento de água da chuva, reservatório de aproveitamento e tratamento da água já utilizada na máquina de lavar, no tanque, na torneira da cozinha, como também a instalação de receptores de captação de energia                solar.

 

Infelizmente, o problema da falta d’água se agrava, a luz vermelha foi acesa, como diria Carlos Drumond de Andrade:

… e agora José!

 

 

Angelo José D’Ambrosio, Mestre na área Internacional , Professor de Economia  e Direito Internacional

 

 

 

Angelo José D'Ambrosio

Mestre em Gestão Econômica Empresarial pela Fundação Getulio Vargas – FGV –RJ. Pós-graduado em Administração de Empresas pelo CEPG – Centro de Especialização e pós-graduação do Centro Superior de Vila Velha. Graduado em Ciências Contábeis pelo Centro Superior de Vila Velha. Graduado em Direito pelo Centro Superior de Vila Velha . Profissional liberal atuando na área do Direito Internacional, com 33 anos de experiência em cargos executivos de empresas nacionais (RJ, ES e BH), com foco em finanças e Comércio Exterior. Consultor de empresas com ênfase em Direito Internacional planejamento estratégico, construção de cenários, Marketing Internacional e gestão empresarial, no segmento de comércio exterior . Prof. Universitário nas cadeiras de Direito Internacional e Economia Internacional .

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