NOCAUTE DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

As micro e pequenas empresas brasileiras, segundo o IBGE são responsáveis por 20% do PIB brasileiro e são responsáveis por quase de 100 milhões de empregos no país.

Grande parte dessas empresas, foram severamente prejudicadas pela má gestão da economia nos últimos anos, afetando significativamente seu fluxo de caixa, beirando ao estado de UTI, com problemas de crédito bancário, dificuldade para pagamento de impostos, etc.

A desaceleração do crescimento econômico teve início no final de 2010 e intensificou-se em 2012. Após a breve recuperação em 2013, a economia perdeu ritmo novamente e se transformou na pior recessão econômica registrada na série histórica em 2015-2016.

 Além dos choques enfrentados em 2015-2016 (deterioração nos termos de troca, inflação acelerada devido a um “descongelamento” de preços monitorados e forte desvalorização da moeda, crise hídrica etc.), o aperto nas políticas fiscal e monetária contribuiu para o agravamento da crise, resultando em salários e lucros decrescentes. Neste contexto, a oferta de crédito sofreu forte retração, o que retardou ainda mais a recuperação da economia. (parte do texto de Daniela M Prates, Barbara Fritz e Luiz Fernando de Paula –Cadernos do Desenvolvimento).

Segundo a abordagem da economista Alessandra Ribeiro da Consultoria Tendências, publicado em 13 de maio de 2016 pela News/Brasil (BBC), …. no caso do PIB, o que comprometeu o resultado dos anos do PT no poder foi de fato a gestão Dilma – e em especial ao seu segundo mandato. Ribeiro atribuiu a desaceleração brusca em parte à má gestão, ao suposto fracasso da política econômica de Dilma.

Porém, quando começaram a ver a luz no fim do túnel com o início do novo governo brasileiro, eis que surge essa terrível pandemia no mundo acabando de nocautear todas de uma só vez.

Infelizmente, muitas não irão aguentar o baque, fecharão as portas.

Por isso se faz necessário que o governo Federal, bem como os governos estaduais, criem alternativas para socorrê-las, com linhas de crédito e flexibilização para aquelas que estão também negativadas, face as conjunturas anteriores citadas, como também   dilatação e redução de juros para financiamento de tributos atrasados.

Caso não aconteça, teremos um triste fim para esse filme que estamos assistindo.   
Angelo J. D’Ambrosio

Angelo José D'Ambrosio

Mestre em Gestão Econômica Empresarial pela Fundação Getulio Vargas – FGV –RJ. Pós-graduado em Administração de Empresas pelo CEPG – Centro de Especialização e pós-graduação do Centro Superior de Vila Velha. Graduado em Ciências Contábeis pelo Centro Superior de Vila Velha. Graduado em Direito pelo Centro Superior de Vila Velha . Profissional liberal atuando na área do Direito Internacional, com 33 anos de experiência em cargos executivos de empresas nacionais (RJ, ES e BH), com foco em finanças e Comércio Exterior. Consultor de empresas com ênfase em Direito Internacional planejamento estratégico, construção de cenários, Marketing Internacional e gestão empresarial, no segmento de comércio exterior . Prof. Universitário nas cadeiras de Direito Internacional e Economia Internacional .

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