
João Fonseca perde para Zverev, nº 3 do ranking, e é eliminado em Monte Carlo
10/04/2026
Empresário confessa fraudes no INSS e assina delação premiada com a PF
10/04/2026
O Exército Brasileiro prendeu três dos sete militares condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no núcleo 4 da trama golpista.
As prisões realizadas na manhã desta sexta-feira (10) foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que ordenou o início da execução das penas após a rejeição dos recursos apresentados pelas defesas.
Foram presos:
– Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
– Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;
– Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel.
Dois condenados do núcleo 4 seguem foragidos: Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
Núcleo 4 da trama golpista
Os integrantes do Núcleo 4 teriam criado uma espécie de “Abin paralela”, usando a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários e produzir informações falsas a serem exploradas por outros membros do grupo.
A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) também aponta uma campanha de difamação e ataques virtuais contra comandantes do Exército e da Aeronáutica em 2022, com o objetivo de pressioná-los a aderir a planos golpistas.
Além disso, os investigados são acusados de elaborar e divulgar um relatório com informações falsas sobre supostas falhas nas urnas eletrônicas. O documento embasou uma ação do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, que questionava o resultado das eleições. À época, o ministro Alexandre de Moraes classificou o material como “uma das coisas mais bizarras” já recebidas pela Justiça Eleitoral.
A condenação do grupo foi definida pela Primeira Turma do STF, que, por maioria, formou placar de 3 votos a 1 pela responsabilização dos sete réus do núcleo. O voto que consolidou a maioria foi da ministra Cármen Lúcia.
Ao justificar a decisão, a ministra afirmou que o núcleo de desinformação promoveu um conjunto de práticas delituosas que levou à “intimidação sutil e eficiente”, produzida pelas mídias sociais, destacando ainda que a disseminação de mensagens falsas intensificou a polarização política.
Além dos três presos, integram o núcleo 4:
– Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);
– Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército);
– Marcelo Araújo Bormevet (policial federal);
– Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).
Os integrantes do núcleo respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Fonte: Jovem Pan Read More


